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Feira Japonesa em João Pessoa reúne público PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
30 de maio de 2008
Em João Pessoa, o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil será celebrado com a quarta edição da Feira da ACBJ-PB - Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba. Para atender à crescente demanda de visitantes a IV feira será em espaço e tempo maior, no Espaço Cultural - mezanino 1, auditório azul e cine Bangüê -, nos próximos dias 6, 7 e 8 de junho, com uma intensa programação entre 14 e 21 horas.


A IV Feira Japonesa de João Pessoa é aberta ao público em geral, sendo cobrada uma taxa simbólica no valor de R$ 2,00. O evento, que tem como objetivo divulgar a cultura japonesa e oferecer ao público a oportunidade de reciclagem com diversos cursos. A edição comemorativa conserva as exposições regulares de culinária, artes marciais, musicais, coreográficas, jardinagem, origami, haikai, anime, palestra e cursos sobre aspectos históricos, culturais e artísticos da cultura japonesa e sua integração no Brasil.

O ponto alto da programação é uma homenagem póstuma aos imigrantes, com a estréia continental da obra musical "Gojôgen [nome de um campo de batalha]", de Seiho Nomura[4] (2005), que enaltece a nobreza e grandeza dos seus combatentes. Para isso a ACBJ-PB conta com o intercâmbio entre o grupo Miwa e Tozan-ryû, de São Paulo, e o Jampakoto, quarteto de cítaras de treze cordas. Este e o grupo Haku Hinode, da UFPB, serão os únicos a representar o Nordeste, na Semana de aniversário do centenário, entre 14 e 22 de junho, no complexo Anhembi, de São Paulo. A execução tem a cooperação da Camerata José Siqueira, do seu regente Tom-k e de músicos jovens e talentosos no violino, clarinete e violoncelo, como Sara de Araújo, Amandy Bandeira (EUA) e Kayami Satomi (Alemanha).


Prosseguindo a tradição das feiras anteriores, remarcando a data histórica e o fato do japonês ser profundamente ligado à natureza, a abertura da IV Feira acontecerá no Dia Mundial do Meio Ambiente. Para isso a programação reservou a apresentação da II turma de Especialização em Representação Teatral, da UFPB.


A IV Feira conta com um envolvimento mais efetivo dos jovens, a exemplo dos grupos Seinenjampa, Matsuri e Okinawa. Eles é que estão implantando na programação a exibição de filmes, o campeonato de Jan-ken-po e as bandas J-rock. Além do grupo Miwa e Tozan-ryû, as atrações vindas de São Paulo são: o ceramista Yukio Tsukada, que oferecerá um workshop sobre a técnica, além da exposição e palestra; a escritora Lúcia Hiratsuka (pela editora Cortez), que irá lançar o livro "Histórias tecidas em seda" e o apresentador e ator Kendi Yamai.

 

Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba

A Associação começou a reunir entusiastas da cultura japonesa em 5 novembro de 2004, com o intuito de cultivar alguns saberes dessa tradição milenar e o fruto da sua integração em solo brasileiro. A iniciativa surgiu quando foi percebido um crescente interesse local pela cultura nipônica, através da curiosidade de estudantes pelo tema, do número de restaurantes e do grande público presente no primeiro recital de música clássica japonesa, no cine Bangüê. A primeira gestão contou com os principais articuladores da ACBJ-PB, tendo Alice Lumi Satomi como presidente, e Rodolfo Manabe como vice, ambos do quadro docente da UFPB.



No início eram cinco famílias e após 36 reuniões - no primeiro domingo de cada mês, primeiramente na casa dos associados e atualmente no Instituto Felipe Kumamoto (IFK) - já compareceram mais de 70 famílias, das quais 43 de ascendência japonesa. Até agora a Associação computou a existência de 104 famílias de origem japonesa, em João Pessoa. A família mais antiga de que se tem notícia é a do sr. Eiji Kumamoto, que se instalou em Princesa, em 1920. Na década de 40 havia japoneses instalados às margens do rio Jaguaribe, mas eles tiveram suas lavouras confiscadas durante a Segunda Guerra e hoje não resta nenhuma família. Na década de 50, chegou um número mais expressivo para a atividade de pesca em Cabedelo, das quais restam nove famílias. Já na década de 70 começam a migrar também descendentes para atividades do segundo e terceiro setor, principalmente do sudeste. Só na UFPB são 19 (pessoas/famílias) entre professores e funcionários.


Das idéias iniciais algumas das atividades de intercâmbio foram concretizadas - com colégios e faculdades, além das entidades afins presentes na III Feira, participando de feiras, gincanas ou confraternizações -, a promoção de cursos - de idiomas para o público em geral e de música para os sócios -, passeios e três feiras. Em abril de 2006, o registro do Estatuto foi efetivado, o que estreitou os laços existentes e ampliou o vínculo com entidades que possibilitam maior campo de ação e intercâmbio. Após a II Feira, firmou-se uma parceria com o IFK[5], que além de ceder espaço para a ACBJ-PB, tem nos possibilitado o oferecimento de cursos gratuitos de idiomas, trazendo contribuições sociais efetivas para a comunidade pessoense.


Para divulgar a Associação para a comunidade pessoense, a primeira Feira exibiu alguns aspectos da culinária, artes marciais, musicais, jardinagem, origami, haikai e anime. A II Feira acrescentou ikebana, judō, kendō, karate e palestras com o cônsul Gotō, general Komatsu e Dr. Ítalo Kumamoto. A III Feira medidas preventivas em favor da saúde contou com a presença dos líderes das entidades afins de Recife, Salvador e trouxe o grande orquestrador das comemorações do centenário da imigração: o Dr. Kokei Uehara. Além de seu incentivo deixou uma grande lição de humildade, de reconhecimento e gratidão, afirma Alice Lumi, uma das organizadoras das feiras. A cada feira vão se estreitando os laços com as entidades afins, de âmbito regional e nacional. E como prova da ampliação do raio de ação, tivemos a participação da jovem Miss Nikkei da Paraíba, Evelyn Oashi, como finalista do concurso Miss Centenário Brasil-Japão. Quando passa a associação passa a ser reconhecida pelo Consulado japonês, foram viabilizadas: a doação de aparelho para o hospital de Santa Rita e viagens de intercâmbio para dois dos nossos jovens mais ativos.


Dentre as reivindicações da imigração japonesa na Paraíba, o presidente da ACBJ-PB disse que eles desejam adquirir uma sede-própria, monumento japonês comemorativo e uma praça denominada Praça do Japão que será cuidada e mantida por eles próprios. "Nós estamos abertos para parcerias, para encurtar os caminhos com os órgãos japoneses e ansiamos por tornar João Pessoa cidade-irmã de uma cidade de porte no Japão, mas isso depende do bem-querer municipal", informou Rodolfo Tsuyoshi.

 
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