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Museu Nacional da República em Brasília sedia exposição PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
03 de junho de 2008

Obras inéditas do acervo do Museu de Arte Fuji, de Tóquio, chegam ao Brasil para exposição no Museu Nacional da República, em Brasília

Como viviam os samurais? De que forma percebiam as mudanças de cada época, como expressavam seu gosto estético, sua maneira de pensar? Os guerreiros que até hoje intrigam a sociedade contemporânea são tema de uma exposição concebida para comemorar o centenário da imigração japonesa no Brasil.

Com peças do acervo do Museu de Arte Fuji, de Tóquio, uma das mais conceituadas instituições culturais do Japão, pela primeira vez vem ao Brasil a coleção A ARTE DOS SAMURAIS. As peças poderão ser vistas, em Brasília, a partir de 18 de junho, no Museu Nacional da República. A coleção faz parte da mostra ETERNOS TESOUROS DO JAPÃO – A ARTE DOS SAMURAIS e será inaugurada exatamente na mesma data em que se celebra o centenário da imigração japonesa no Brasil.

A exposição, que faz parte das comemorações oficiais da imigração, poderá ser vista até o dia 30 de julho, sempre de terça a sexta, de 9h00 às 21h00; e sábados e domingos, das 9h00 às 19h00.




ETERNOS TESOUROS DO JAPÃO - A ARTE DOS SAMURAIS
é composta de 120 peças, entre pinturas modernas, gravuras ukiyo-e, peças em laca, caligrafia, cerâmica e armaduras. Os visitantes poderão ver obras significativas do senso estético destes eternos guerreiros, como nove armaduras diferentes, que retratam a sensibilidade de cada período. As peças de arte foram produzidas entre os períodos Heian (806-1190) e Edo (1615-1865), em especial no Edo, em que a paz durou mais de 250 anos e que viu o florescimento de um número incomparável de obras de arte. Elas demonstram que os samurais possuíam forte sensibilidade às mudanças de estação, à diversidade da cultura e de estilos de vida, além de muita criatividade.

COLEÇÃO INÉDITA NO BRASIL

Na mostra, os visitantes poderão observar as pinturas em biombos (byoubu, usados no Japão como divisórias para quebrar o vento), os pergaminhos suspensos (com caligrafias presas às paredes), as gravuras ukiyo-e (espécies de estampas japonesas desenvolvidas ao longo dos séculos 17, 18 e 19), os utensílios em laca, as armaduras, espadas e a caligrafia ensinada nas principais escolas de arte japonesas. Há também uma série de itens que mostram um estilo de laca típica Negoro, e ainda peças características da técnica ukiyo-e (cuja tradução literal é "retratos do mundo flutuante"), que são gravuras em blocos de madeira.

Como a mostra terá como destaque
A ARTE DOS SAMURAIS, o público terá acesso a preciosidades, como nove armaduras do Museu de Arte Fuji de Tóquio, expostas numa grande variedade de estilos, que cobrem aproximadamente 500 anos, desde o início do período Muromachi até o final do período Edo. São vestimentas completas, com brasões, capacetes Kabuto, protetores para a face e para as bochechas, chapéus de palha, jaquetas de batalha, divisores de capacetes, cassetetes de metal e armas de fogo, além de selas, estribos e freios.

As obras fazem parte da coleção do Museu de Arte Fuji de Tóquio, criado em Hatioji, em 1983. O acervo da instituição compreende aproximadamente 30 mil obras de arte, entre artesanato, fotografia, gravura e pintura de vários períodos do Japão, do Oriente e do Ocidente.

A exposição inclui ainda um painel com a cronologia da imigração japonesa no Brasil. Esta linha do tempo cobre desde a chegada dos primeiros imigrantes, em 1908, e sua instalação no Brasil, passando pela ocupação do cerrado, do semi-árido nordestino, e até chegar à instalação de grandes empresas e a criação de novos conceitos na arte.

UM POUCO DE HISTÓRIA
 

Os samurais eram membros da classe de guerreiros formada para lutar nas batalhas lideradas pelos senhores feudais e existiu no Japão desde meados do período Heian (794) até o período Edo (1867). A posição dos samurais guerreiros equivalia originalmente a de soldados ou oficiais militares. Contudo, no decorrer dos períodos Muromati (1393-1570), Sengoku (1477-1573) e Azuti-Momoyama (1573-1596), até o estabelecimento do xogunato Edo (1603-1867), passaram a assumir também um importante papel como oficiais civis de governos locais.

A partir do período Edo, a atuação dos samurais guerreiros passou a alternar-se entre as questões militares e culturais, época em que a paz reinou amplamente. Além disso, o xogunato Edo designou a escola neo-confucionista Zhu Xi como ensino oficial a fim de manter a ordem pública. Como resultado, os samurais guerreiros desenvolveram aspectos morais distintos dos períodos de guerras (Sengoku) e também surgiu um ethos peculiar ao período, o Bushido (espírito do samurai). Durante essa era, os samurais guerreiros respeitavam a fé, a justiça e a lealdade, e valorizavam mais a honra do que o dinheiro. A estética dos samurais guerreiros que se desenvolveu durante o período Edo é destacada de várias e diferentes formas nas obras de arte.

No Japão, há grande variedade cultural e artística. Durante o período Momoyama, algumas escolas, como Kano, produziram biombos com folhas de ouro mostrando o ethos dinâmico dos guerreiros como Oda Nobunaga (1534-1582) e Toyotomi Hideyoshi (1536-1598). Esse período praticamente coincidiu com a Renascença e a era de grandes navegações do mundo ocidental. Nesta época, ocorreram intercâmbios importantes entre sociedades, culturas e costumes diferentes em escala mundial. Foi por volta desse período que a técnica da cerâmica coreana foi introduzida no Japão por artesãos nessa arte e fornalhas foram construídas em diversas regiões, dando origem à arte da cerâmica japonesa. Foi também nesse período que apareceram os talentosos mestres da cerimônia do chá, como Sen no Rikyu, Furuta Oribe, Kobori Enshu e Kanamori Sowa, que também produziram um grande número de notáveis obras de caligrafia.

No período Edo, a pintura em estilo ukiyo-e nasceu entre as pessoas simples do povo e pintores como Utagawa Kuniyoshi criaram excelentes gravuras dos samurais guerreiros. A laca Maki-e foi desenvolvida como um dos métodos decorativos exclusivos do Japão. Entre as obras em laca do tipo Maki-e, destacam-se artefatos excepcionais como o inro (porta remédios) e estojo para pincéis.

Foram produzidas armas e armaduras a partir de uma variedade de habilidades artesanais, tais como a laca urushi aplicada no ferro e no couro, a tintura de fios, e os detalhes de rebite de metal em ouro e prata nos capacetes Kabuto. A espada japonesa katana tem uma longa história de cerca de mil anos, que remonta ao período Heian e continua até os dias de hoje. Em paralelo às transições das estratégias de batalha, também podem ser vistas invenções e inovações no estilo e na técnica de espadas, que refletem os aspectos culturais e estéticos de cada período. O estilo único das armaduras como Kabuto na forma de Shatihoko foi adotado pelos senhores feudais de todo o Japão durante esse período.

ETERNOS TESOUROS DO JAPÃO – A ARTE DOS SAMURAIS

Local: Museu Nacional da República

Visitação: de 18 de junho a 30 de julho

Horário: de terça a sexta, das 9h às 21h; sábados e domingos, das 9h às 19h

ENTRADA FRANCA


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