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Comissão de Registros celebra ligação entre passado e futuro PDF Imprimir E-mail
Por Erika Yamauti   
12 de fevereiro de 2009
Um projeto que vai ficar para a história. A Comissão de Registros realizou a tradução para o português das certidões de embarque de 188 mil imigrantes japoneses que chegaram ao Brasil até 1945, em 314 navios. A primeira etapa do trabalho (transcrição dos nomes do kanji - ideogramas japoneses - para o português) já esta completa. A segunda fase foi a digitalização dos registros, criando um banco de dados digital que garantirá o acesso das gerações futuras às informações levantadas.


Em agosto de 2008, foi realizada a entrega oficial do trabalho realizado pela comissão, para o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB) e o Memorial do Imigrante. Nesta ocasião, foi feita a entrega do Banco de Dados digitalizados dos passageiros dos navios de imigração japonesa, junto com quatro terminais de consulta (totens), sendo três para o MHIJB e um para o Memorial. Conheça abaixo um pouco mais do trabalho da comissão.


Centenário: Como está o andamento do projeto Ashiato?

Lídia Yamashita: Apesar de termos entregue os dados digitalizados, os voluntários ainda estão executando os trabalhos de verificação com os dados do Memorial do Imigrante, que é muito trabalhosa, pois é feita uma a uma na lista, que não está na mesma seqüência da lista digitalizada do Ashiato, e é escrita à mão e muitas vezes de difícil leitura. Ainda contamos com aproximadamente 30 voluntários, que num verdadeiro espírito de abnegação e dedicação, continuam motivados em terminar este trabalho de uma forma responsável e o mais completa possível.


Centenário: Quais parcerias foram responsáveis pelo sucesso do projeto?

Lídia Yamashita: O Ashiato recebeu patrocínio da empresa Ubik Tecnologia em Informática e do Banco Real, que foram responsáveis pela realização de um grande trabalho, que aparentemente parece pequeno, mas que certamente terá um alcance muito grande na história. O Banco Real foi responsável pelos recursos materiais, que deram condições para a realização efetiva concretização deste sonho, que era possibilitar acesso aos dados dos nossos ancestrais, os primeiros imigrantes japoneses que vieram ao Brasil. A Ubik desenvolveu o software e o aplicativo que permitiu aos voluntários a facilidade na inserção dos dados e a praticidade e segurança dos dados. O apoio e a sustentação destes dois patrocinadores foram sempre imprescindíveis aos trabalhos.


Centenário: Já é possível avaliar a importância do trabalho da Comissão de Registros?

Lídia Yamashita: Na minha opinião, este trabalho ainda não pode ser avaliado em sua real importância e certamente não podemos visualizar o real alcance dele, mas, assistindo a inúmeras cenas de emoção de pessoas que encontraram dados sobre os avós e recebendo telefonemas emocionados de pessoas que estiveram presentes nessas cenas, creio que para todos os descendentes dos imigrantes, que não tinham conhecimento sobre detalhes dos seus ancestrais, esses totens que possibilitam encontrar a chave do passado são hoje o único elo de ligação entre o presente e o passado, esclarecendo facetas da história da imigração apagadas ou varridas das memórias de gerações passadas. Além deste aspecto emocional, este banco de dados permitirá aos pesquisadores e estudiosos de qualquer parte do mundo, pesquisar e desenvolver estudos sobre a imigração japonesa no Brasil, dentro dos grandes movimentos migratórios da História mundial.


Centenário: E quais são os próximos passos da comissão?

Lídia Yamashita: O próximo passo do projeto é estar no Banco de Dados digitalizados do MHIJB, que recebeu o apoio da Família Imperial, e fomos convidados a participar devido ao acúmulo de experiência em digitar e inserir dados tanto em português quanto em japonês.


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